Melhores investimentos: Saia da roda do rato, pare de perder dinheiro

Porquê investir?

Desde cedo aprendemos com os nossos pais que investir é arriscado na sua generalidade, e que deixar o dinheiro no banco é certamente mais fidedigno. Cada um tem as suas crenças, mas as coisas não precisam de ser exatamente assim. A verdade é que investimentos, por exemplo, na bolsa, não são tão arriscados como se pensa. É preciso sim ter conhecimento, e saber o ativo no qual estamos a colocar o nosso dinheiro. Hoje em dia existem opções para todos os perfis de investidores, como vamos ver mais à frente.

Notas amachucadas. Dá a ideia de perda de dinheiro, tal como acontece muitas vezes em consequência da inflação. É importante a procura por investimentos rentáveis, ao mesmo tempo que seja o melhor investimento para o nosso perfil de investidor.
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Inflação

A inflação não é mais do que o aumento geral de preços. Isto não se aplica quando apenas um ou outro produto mudam o seu preço, mas sim quando a generalidade dos bens aumenta. Passamos a conseguir comprar menos com o mesmo dinheiro. Por outras palavras, esse dinheiro passa a valer menos.

As consequências disto, é que se tivermos dinheiro no banco sem qualquer rentabilidade, pode-se dizer que estamos a perder dinheiro. Ou seja, não estamos literalmente a perder dinheiro, mas o nosso dinheiro está a valer cada vez menos. Para compensar, e não perdermos dinheiro, devemos aplicá-lo em investimentos que nos dêem um retorno superior à subida da Inflação. Este é um dos principais aspetos pelos quais é importante a literacia financeira. Se deixarmos o nosso dinheiro parado, estamos a perder poder de compra ao longo do tempo.

Conceitos

Liquidez

Trata-se da velocidade em que provavelmente poderemos voltar a ter o dinheiro investido nas nossas mãos.

Rentabilidade

É a percentagem que o investimento rende sobre o valor que é investido. Claro que um bom investidor procura investimentos rentáveis.

Risco

Neste caso é importantíssimo ter em conta as taxas envolvidas, a quem estamos a emprestar o dinheiro, probabilidades de perca e riscos, legais, do setor e regulatórios. Ou seja, existem investimentos mais seguros, e que provavelmente terão taxas de rentabilidade mais modestas, e por outro lado existem os investimentos mais arriscados, que poderão vir a ter taxas de rentabilidade mais vantajosas.

Descubra o seu perfil de investidor

Computador com curvas de oscilações em investimentos, provavelmente ações na bolsa de valores. Apela ao perfil de investir. Um perfil mais conservador irá admitir menos volatilidade, enquanto um investidor arriscado irá preferir investimentos mais voláteis. Não existe um melhor investimento geral para todas as pessoas, mas sim investimentos rentáveis que fazem sentido para cada perfil de investidor.
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Perfil conservador

Um investidor conservador irá preferir não correr riscos, procurando por uma remuneração aceitável, ao investir em produtos que não oscilem demasiado, não sejam muito voláteis. Praticamente a totalidade dos seus investimentos irão estar aplicados em ativos de baixo risco, com rentabilidade fixa.

Perfil moderado

Como é previsível, este perfil de investidor está associado a um meio termo entre os dois extremos, o conversador e o arrojado. Tem maior tolerância ao risco, procurando investimentos com rentabilidade fixa, e outros com rentabilidade variável. Procura também obter retornos a médio ou longo prazo, não dando demasiada importância a perdas no curto prazo.

Perfil arriscado/arrojado

Normalmente associado a um perfil de investidor mais experiente. Ao conhecer os investimentos disponíveis, está também aberto a arriscar mais. Procura rentabilidades acima da média de mercado, e por isso aposta na maioria das vezes em produtos com rentabilidade variável.

“Melhores” Investimentos

Não existem necessariamente melhores ou piores investimentos, na verdade tudo depende do perfil de investidor e do que procuras num investimento. Maior liquidez? Maior rentabilidade? Menos risco? Com conhecimento, alguns investidores encontram certamente os melhores investimentos para si. Tendo em conta a rentabilidade que pretendem, e o que estão dispostos a arriscar.

Planta de um imóvel, com uma casa, uma lupa, e um porco milheiro em cima. Apela à escolha do investimento que devemos fazer, através da procura de conhecimento prévia. Qual será o melhor investimento? Quais os investimentos mais rentáveis?
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Ações

Representa uma fração do capital social de uma determinada empresa. A empresa é dividida em pequenas porções, que são adquiridas pelos investidores, e o dinheiro utilizado no desenvolvimento da própria empresa. Para este tipo de investimento é preciso conhecer e estudar muito bem a empresa em questão. Dá algum trabalho possuir ações individuais na carteira de investimentos.

Algumas empresas distribuem dividendos aos seus investidores e outras não, o que pode ser um importante fator na hora da escolha. Os dividendos são uma distribuição de parte dos lucros, pelos investidores. O valor das ações pode variar dependendo do valor da empresa, da procura por aquelas ações, ou até da distribuição de dividendos.

Os valores das ações podem ser voláteis, o que significa que podem haver muitas subidas e descidas. Mas têm uma tendência de crescimento, e portanto poderão ser adequadas para investidores de longo prazo, que estejam prontos para suportar os altos e baixos. Contudo, não é regra, e o valor pode inclusivamente baixar para um valor abaixo daquilo que pagou para a adquirir. Há um risco considerável associado.

ETF’s

ETF é uma sigla que significa “Exchange Traded Fund” e representa um conjunto variado de ativos. Neste caso funciona em bolsa, juntando várias ações de variadas empresas. Assim, permite criar um portfólio de investimentos muito variado, sem grandes dificuldades.

Permite flexibilidade, existindo ETF’s de todos os géneros. Das maiores empresas de Portugal, das maiores empresas dos Estados Unidos da América, do preço do ouro, ou até mesmo das energias renováveis.

Este investimento tem vindo a ganhar fama pela sua forma simples de diversificar o portfólio de investimentos, pela clareza, simplicidade, liquidez, eficácia em termos de custos, e o acesso a mercados internacionais.

A maioria dos investidores iniciantes investem a partir da DEGIRO.

Criptomoedas

O exemplo mais conhecido é a Bitcoin.

É um investimento financeiro presente exclusivamente na internet, ou seja, moedas virtuais. São utilizadas em transações comerciais, para comprar mercadorias e serviços, tal como o Euro, mas têm algumas características que as distinguem:

– Não dependem de um estado ou banco central;

– Pode ser utilizada para fazer transações anônimas;

– Custo zero em transações.

Se tiveres lucro neste tipo de investimentos, não pagas impostos sobre as mais valias, mas precisas ter em conta a sua volatilidade. Estes ativos podem baixar e subir o preço de forma muito drástica. Além disso, por não serem regularizadas pelo governo, pode ser considerado que existe um risco maior associado. Contudo, existe um sistema Blockchain que garante que as transações sejam credíveis e confiáveis.

Imobiliário

O investimento imobiliário é de certo modo visto como seguro. O rendimento pode chegar a partir da compra, remodelação para valorização do imóvel, e posterior venda. Ou pode vir do arrendamento. Também pode aumentar, a médio e longo prazo, o preço das casas e outras propriedades, por si só, sem remodelações.

Claro que existe risco, uma vez que o imobiliário também pode desvalorizar. É preciso estudar e ter conhecimento sobre todas as despesas envolvidas, para que o lucro seja efetivo, e não hajam problemas a longo prazo.

Depósitos a prazo

Neste caso é quase como um empréstimo a um banco. Prevê a entrega de uma quantia monetária a uma instituição bancária, que no fim de um determinado período acordado deve devolver esse dinheiro com juros. É um exemplo de um rendimento fixo, e a única possibilidade de ficar sem o dinheiro é caso o banco vá à falência.

Claro que sendo um produto de risco baixo, os juros também são baixos. Caso pretenda retirar o dinheiro investido antes de tempo, pode ser penalizado, tendo em conta que depósitos a prazo com taxas atrativas normalmente têm duração superior a seis meses. A taxa de juro também pode ser inferior à inflação, e por isso não ser suficientemente vantajosa para fazer dinheiro.

É importante analisar bem, porque terá de cumprir todas as regras para que tenha direito aos juros. Acaba por ser um investimento fácil de controlar, e adequado para quem pretende um rendimento fixo, e com baixo risco, ou por outro lado para quem tenha previsões de usar o dinheiro no fim do prazo previsto.

Obrigações

É um empréstimo que o investidor faz à entidade que o emite. Pode acontecer com empresas, estados, e outras entidades públicas ou privadas. São consideradas um investimento defensivo uma vez que os retorno são relativamente baixos, e o risco também é inferior ao de propriedades ou ações. Além disso, podem ser vendidos a quem as queira comprar. Mas, não são isentos de risco.

Existem por exemplo os certificados do tesouro em que o valor mínimo a investir são 1000 euros, embora haja outros tipos de obrigações. Os “certificados do tesouro poupança crescimento” têm capital garantido pelo estado português, com um prazo mínimo de um ano e máximo de sete anos. As taxas de juro podem rondar entre os 0,75% no primeiro ano, e ir aumentando até aos 2,25% passado sete anos.

Outro caso são os certificados de aforro. O rendimento que pode ser obtido aqui é mínimo. É um título do estado com capital garantido, com um prazo mínimo de investimentos trimestral. Oferecem taxas por volta dos 0,5% líquidos.

PPR’s

Este é um investimento de longo prazo que poderá permitir juntar dinheiro até à idade da reforma. O investidor entrega o dinheiro a uma sociedade gestora de fundos ou pensões, e esta investe o seu dinheiro para que gere retorno. Claro que, a sociedade recebe a sua parte, e por isso no fim o retorno para o investidor não é tão vantajoso como noutros investimentos.

Sendo este um investimento de longo prazo, podemos não ter acesso ao dinheiro durante muito tempo. E se o quisermos reaver antes, podemos ter penalizações. Só podemos levantar sem perder dinheiro, num dos seguintes casos: 

 – Desde que o PPR tenha sido subscrito há mais de 5 anos, pode ser levantado a partir dos 60 anos;  

– Quem fique desempregado durante um longo período de tempo;

– Doença grave na família;

– Para pagar crédito habitação;

– Morte do titular do PPR;

– Reforma por velhice;

– Incapacidade permanente relativamente ao trabalho.

Claro que cada PPR tem as suas particularidades, e por isso é preciso analisar as diferentes opções, antes de o adquirir.

P2P

Normalmente conhecido como P2P lending, o Peer-to-peer é a prática de emprestar dinheiro através da internet, a outras pessoas ou empresas. O processo acontece através de sites que ligam as pessoas que precisam de empréstimo, e as que querem emprestar.

Precisamente por tudo se passar na internet, é possível baixar os custos, quando comparado com instituições financeiras. A vantagem é que possivelmente quem empresta irá receber mais dinheiro, e quem pede o dinheiro emprestado, irá também pagar menos, ou seja, uma taxa de juro inferior.

O risco aqui presente, é que evidentemente o de que a pessoa ou empresa que pediu o dinheiro pode não chegar a pagar.

Primeiros passos no mundo dos investimentos

Objetivos financeiros

Quais são os objetivos financeiros? Definir metas a curto e longo prazo é importantíssimo.

Se o objetivo for comprar uma mota, ou fazer umas férias, é importante que esse dinheiro não esteja aplicado num produto de risco, tal como o fundo de emergência. Ou seja, o risco escolhido também depende dos seus objetivos. Temos o exemplo da bolsa de valores, que a longo prazo tende a valorizar, mas no curto prazo poderá perder ou ganhar muito dinheiro.

Um possível objetivo a longo prazo poderá ser alcançar a independência financeira. E isso é o quê? É ter ativos suficientes para te darem rendimentos para pagar as tuas despesas por completo. Nesse caso a pessoa em questão pode continuar ou não a trabalhar, consoante a sua vontade. Resumindo, é importante ter investimentos rentáveis, mas o foco também é relevante para saber onde queremos chegar.

Uma criança a andar. Representa o investidor iniciante, que também tem de começar por aprender, e vai crescendo. Ao aprender, pode arriscar mais ao longo do tempo, ou não. Ao arriscar mais, também pode obter investimentos rentáveis superiores aos que tinha antes, ou seja, um investimento melhor adequado ao seu perfil.
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Controle de Gastos

Normalmente as pessoas não têm uma noção real dos seus gastos. É por isso que deve ser tudo apontado e controlado. Desta forma é possível saber onde gastamos mais dinheiro, e consequentemente perceber onde e como podemos poupar.

Podemos registar os nossos gastos numa folha de excel, numa folha de papel, ou até numa aplicação. O importante é usar uma ferramenta que permita ter noção dos gastos.

Na ajuda do controle de gastos é vantajoso ter uma conta bancária sem custos de transferência. Uma boa opção são as contas “Moey!” do Banco Crédito Agrícola.

Poupança mensal

É importante definir uma quantia mensal que tiramos imediatamente quando recebemos os nossos rendimentos, e aplicamos no tipo de investimento mais conveniente para o nosso perfil.

O que acontece na maioria das vezes é que as pessoas acabam por não conseguir poupar no final do mês, ou não tanto como esperavam. Mas se retirar imediatamente o dinheiro que está a investir no seu futuro, tal como o estado também tira previamente a parte dele, garante que essa porção não será gasta desnecessariamente. Somos um ser de hábitos, e por isso se o leitor se habituar, vai também adaptar os seus gastos à nova quantia monetária que tem para gastar.

Reserva de emergência

A reserva de emergência é o dinheiro que serve para imprevistos, acumulando o suficiente para seis meses das despesas base do investidor. Esta reserva normalmente é investida em produtos de baixo risco e com alta liquidez, para que em caso de problemas possa ser imediatamente resgatada e utilizada. É tão importante como ter investimentos rentáveis.

Encontrar um corretora de investimentos

No caso de Criptomoedas a Coinbase é uma boa opção, possivelmente a mais segura.

Para as ações e os ETF’s, a DEGIRO é uma das mais baratas e mais utilizadas.

Agora é hora de procurar uma corretora de investimentos e começar! Nunca é tarde, mas quando mais cedo começares, mais dinheiro podes acumular para o teu futuro.

Diogo Gil

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Diogo

Fanático pelo mundo do Marketing Digital e dos Investimentos Financeiros, procura constantemente aumentar a sua bagagem de conhecimentos, quer seja través de leitura ou de formações. Licenciado em Marketing de Gestão pela Universidade do Algarve, e a frequentar o Mestrado em Publicidade e Marketing na ESCS, especializou-se continuamente em Marketing Digital, focando sobretudo em SEO (Search Engine Optimization). Contudo, os interesses nesta área alargam-se até à performance e ao marketing de afiliados.

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