Trabalhar remotamente ganhando em Euro já em 2022: Saiba os segredos!

Você sabia que o Brasil já é o 3º país que mais cresce em força de trabalho  freelancer do mundo, ficando atrás apenas dos EUA e da Inglaterra? Isso ocorre por diferentes razões, como a pandemia causada pelo novo coronavírus, bem como os conflitos entre Rússia e Ucrânia, além de outras questões internas, o Brasil enfrenta uma crise econômica sem precedentes. De acordo com o IBGE, o país encerrou o ano de 2021 com 12 milhões de desempregados, sem contar os indicadores com os números de subempregados e desalentados.

 Ainda de acordo com um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o ano de  2022 já se inicia com a marca histórica no país: o recorde de 30% de desempregados que já procuram emprego há mais de 2 anos. Fatores como o índice de 67% dos reajustes salariais abaixo da inflação já neste ano, também são preocupantes, já que o poder de compra do brasileiro despenca.

Portanto, em busca por melhores condições de vida e trabalho, milhares de pessoas no Brasil sonham em trabalhar remotamente e até presencialmente para empresas estrangeiras, sobretudo em países como Portugal, Espanha e Itália, em que o idioma e a cultura são, de certa forma, mais próximas do português e da nacional. Sendo importante destacar que, justamente no caso do idioma brasileiro, este foi, assim como o italiano, português de Portugal e espanhol,  uma evolução de línguas românicas, originadas do latim. 

Investir em trabalho remoto para ganhar em Euro é vantajoso? 

Além de garantir melhores oportunidades econômicas, o trabalho internacional, que geralmente se inicia pelos serviços remotos como freelancer, ou em part-time jobs, para países da Europa, pode gerar uma rede de contatos internacionais e garantir rendimentos muito interessantes, uma vez que o pagamento geralmente é debitado em Euro, uma das moedas mais valorizadas globalmente.  

O Euro é a segunda maior moeda utilizada para transações financeiras do mundo, como pagamentos internacionais, empréstimos e constituição de reservas internacionais, ficando atrás apenas do Dólar. E atualmente, no entanto, a cotação do Euro é mais cara do que a do Dólar, segundo dados divulgados ainda em março de 2022, com US$ 1 você tem cerca de 0,90 euro e € 1 equivale a cerca de R$ 5,20, ou seja, em comparação com a moeda brasileira e até com a moeda norte-americana.

Assim, os pagamentos recebidos em euro, que geralmente giram em um range de 15 a 30 € por hora, dependendo do nível de senioridade do profissional (tempo de atuação no mercado), realmente podem compensar, principalmente, levando em conta a situação econômica nacional, e os índices de inflação e taxas de  juros como o IPCA, Selic e outros, que recentemente atingiram altas recordes. 

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O que é preciso saber antes de começar minha carreira como freelancer internacional? 

Antes de começar a investir na sua carreira internacional, é importante estar atento a alguns itens imprescindíveis para fazer com que esse processo seja bem-sucedido, mais  eficaz e escalável, ou seja, que cada vez mais clientes possam acessar o seu trabalho, sem que você precise gastar mais do que já investe pra isso, nem que o seu trabalho perca a qualidade, no atendimento, desenvolvimento e entrega. Afinal de contas, a escalabilidade é uma característica não só de empresas, mas também de pessoas empreendedoras. 

 Também vale a pena destacar a necessidade de realizar uma análise e planejamento, que podem fazer a diferença para transformar esse sonho da carreira internacional em realidade. O planejamento deve incluir, por exemplo, um detalhamento bem feito do que você pretende oferecer, as suas qualificações e experiência, um estudo de valores, com tabelas informando os valores justos de acordo com o trabalho oferecido, bem como o tempo estimado para cada job e ainda quais serão as próximas etapas a partir dali, com questionamentos como:

  1. Continuar morando no Brasil e trabalhar remotamente a longo prazo? 
  2. Passar a oferecer serviços full-time? 
  3. Preparar uma mudança para outros países?

O que é ser um freelancer super- qualificado e por que isso é um diferencial? 

Para começar e ter mais sucesso na empreitada internacional, é vital se tornar um freelancer super-qualificado. Isso significa incrementar o seu portfólio e Linkedin, incluindo cursos a experiências profissionais que podem ser atrativas aos contratantes internacionais (tentando focar em uma área específica, como comunicação ou tecnologia). 

Depois ir de fato conquistando esses clientes, tarefa facilitada em plataformas de freelancers especializadas, bem como investir em novos cursos e equipamentos necessários para desenvolver um trabalho cada vez mais otimizado, e assim por diante. Hoje em dia, trabalhar remotamente e ganhar em euro é bem mais fácil do que parece, a contratação de profissionais brasileiros trabalhando para empresas estrangeiras cresceu em pelo menos 20% desde agosto do ano passado, em comparação com 2020. 

O processo que foi acelerado pela pandemia e o home office, passou a se retroalimentar individualmente, ou seja, quanto mais os freelancers remotos captam clientes e desenvolvem jobs internacionais, mais entendem os seus pontos a melhorar e os seus pontos fortes, compreendem melhor o seu perfil de freelancer, como querem trabalhar, quanto devem cobrar e o que podem realmente oferecer, adquirindo assim, uma visão mais holística do trabalho, das suas skills, e de onde querem chegar futuramente. 

Hard X Soft Skills: Importância das habilidades para o trabalho

De acordo com João Paulo Araújo, que atualmente reside em Lisboa, e é CEO e Cofundador da Growyx, plataforma de freelancers super especializados com foco em tecnologia, um dos pontos mais importantes para o desenvolvimento profissional, sobretudo nos freelancers, é ter clareza de suas skills ou habilidades, com ênfase especial para as soft skills. 

“Em um futuro próximo, as soft skills serão tão ou mais importantes que as hard skills, sobretudo no freelancer. A boa comunicação, por exemplo, é fundamental para garantir uma boa reputação, networking e a interação com a empresa que o contratou, o que também influencia no sucesso do projeto desenvolvido”, disse o empreendedor em uma das rodadas de palestras online do Tech Summit Jobs. 

Enquanto as hard skills eram até um tempo atrás as mais visadas por empresas, sendo aquelas habilidades que dependem basicamente de estudo ou técnica, como por exemplo, uma especialização ou formação em nível superior, fluência em línguas estrangeiras, conhecimento em SEO, programação e outros, as Soft Skills são conhecidas como as habilidades inatas, que também dependem de desenvolvimento, mas ele não é exatamente técnico, e sim psicológico, como por exemplo, inteligência emocional, proatividade, criatividade, resolução de problemas, empatia, foco e outros. 

Freelancers 4.0: Quais são as principais características desses profissionais?

Atualmente as Soft Skills são igualmente ou mais levadas em consideração por empresas na hora de contratar profissionais, principalmente os freelancers qualificados, já que estes não terão o mesmo tempo que profissionais full-time no Onboarding e nem na vivência da empresa, sobretudo quando estão começando a trabalhar com a companhia em questão. 

Os freelancers super qualificados, também chamados de freelancers 4.0, se tornaram mais populares a partir de são atualmente os mais procurados para o trabalho em companhias estrangeiras, e também ganham melhor. Além do início da última década, em 2010. E atualmente, além de valorizarem mais a qualidade de vida, do que a construção de um plano de carreira propriamente dito, estes profissionais também são mais comprometidos com os projetos e empresas contratantes, ao passo que buscam aprendizado constante. Entre suas principais características estão:

  • Saber trabalhar de modo integrado ao time interno da empresa contratante
  • Ser uma pessoa empreendedora
  • Ter muita curiosidade e raciocínio rápido
  • Gostar de aprender coisas novas
  • Saber gerenciar o seu tempo e ter boa organização
  • Possuir um pensamento global
  • Ser adaptável à mudanças e flexível
  • Possuir ótima comunicação 

 

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Futuro do trabalho pós-pandemia

Trabalhar remotamente com possibilidade de galgar uma carreira internacional sem sair do seu país de origem, por tempo indeterminado, é uma das principais transformações do novo modelo de trabalho, impulsionado principalmente pela pandemia do novo coronavírus  e a necessidade do distanciamento e isolamento social.  Só em Portugal, as vagas remotas para o setor de tecnologia cresceram em 34% durante a pandemia, de acordo com relatório da Landing Jobs divulgado em 2021. 

Com isso, a pandemia deixa alguns indícios de como será o futuro do trabalho em um curto espaço de tempo, como o trabalho em diversas empresas, desenvolvido por um só profissional, de maneira simultânea; a supervalorização das Soft Skills; o fomento de carreiras globais; a supervalorização da qualidade de vida em troca da super produtividade; trabalhos oferecido por horas ou projetos, ou seja, um novo modelo de contratação focado em part-time jobs e entrega de resultados ou produto pré-combinado; a flexibilidade e a visão para o desenvolvimento sustentável. 

Onde posso começar a trabalhar remotamente para ganhar em Euro? 

Existem atualmente uma série de plataformas que conectam freelancers super qualificados a empresas que buscam por este tipo de mão de obra, realizando um verdadeiro fit cultural entre  cliente e  profissional. Dentre essas plataformas vale a pena destacar:

  1. Growyx: Executa a contratação e gestão de freelas super especializados/qualificados de tecnologia, como Ux Writer, Copywriter, Front e Back End Developer e outros, com foco em StartUps e Scale Ups;
  2. Toptal: Oferece ao mercado engenheiros de software e designers com muita experiência para empresas que precisam de talentos freelancer, e tem sede no Vale do Silício;
  3. Upper: Realiza uma curadoria de freelancers também voltados para tecnologia e desenvolvimento  de produtos, nutrindo uma comunidade engajada de freelancers para companhias que buscam estes talentos, sediada na Europa. 

É importante mencionar que o profissional que deseja se cadastrar nessas plataformas e começar a oferecer seus serviços a clientes internacionais de maneira remota, deve ter contato ou fluência com uma segunda língua diferente da materna, preferencialmente com a língua inglesa, além de também abrir uma Microempresa Individual (MEI), ou outro tipo de P.J., já que pode ser necessário a emissão de nota fiscal. 

Ademais, também é vital que o profissional esteja atento ao que se propõe, sendo idôneo, ou seja, evitando mentir nas qualificações e habilidades, uma vez que passará por testes, com risco de reprova, e com a possibilidade de comprometer a própria reputação como freelancer, frustrando o cliente e a si próprio, por acabar não possuindo bons feedbacks e consequentemente enfrentando a não recorrência de trabalhos futuros. 

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